Aumente a qualidade da sua viagem ficando mais tempo em cada lugar

Sempre curti passar mais dias em um destino que o comum para turistas. Aliás, nunca me atraiu esse plano de vários países em poucos dias e vou contar minha experiência em como usar a grana da viagem para ficar um pouco mais no lugar.


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Mirella

Soy brasilera y periodista. Ya viví en Buenos Aires, Madrid y Londres. Creo que viajar es la mejo...

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Ago 21, 2018

Voluntária em Cancún

Lembro que quando fui à Europa pela primeira vez, decidi passar todo o meu mês de férias na Espanha. As pessoas me perguntavam surpresas: você só vai conhecer um único país em um mês? Fiquei uns 15 dias em Barcelona e recordo que o pessoal do hostel me perguntava irônico: você vai morar aqui?

Parte desse meu jeito de viajar se dá a um gosto de tentar explorar a cidade como um local e me sentir um pouco vivendo naquele lugar. Também por me cansar de fazer coisas turísticas por muito tempo.

Exemplo: passei uns 25 dias na Tailândia e quando cheguei na última cidade, Chiang Mai, já não suportava mais essa coisa de estar saltando de ilha em ilha, de ir a lugares turísticos, excursões, etc. Era uma vontade de não fazer nada! Só que como estar fora de casa e naquele destino em específico representa um custo de hospedagem e alimentação, você como turista acaba se cobrando a ocupar-se com algo que justifique estar ali, não é? No meu caso, terminei fazendo cursos de culinária e massagem tailandesa por lá.



Rolou uma identificação? Então, certamente, Worldpackers é para você! Cada anfitrião exige um período mínimo de disponibilidade para te receber, que pode ser de uma semana a um mês. Quando eu descobri o aplicativo, pensei: isso é a solução e o sentido que faltava para minhas viagens.

Com o intercâmbio de trabalho pela hospedagem, o custo de estar fora de casa cai para quase zero. Como estou desenvolvendo uma atividade diária naquele destino em troca do alojamento, não fazer algo turístico não é ficar sem "fazer nada".

No meu caso, que costumo viajar sozinha mas odeio estar solitária (sim, uma coisa não implica a outra, mas isso é tema para um outro artigo), ser voluntária possibilita fazer amizades não apenas com hóspedes ou turistas, mas com outros voluntários e também funcionários do anfitrião, que provavelmente são moradores daquele destino. Imagina o privilégio de ter mais tempo para trocar ideia com essas pessoas e ter uma perspectiva menos superficial desse lugar?



Foi exatamente isso que vivi na minha experiência no Hostel Mezcal, em Cancún, México. Era ótimo tomar uns dias em que, além do voluntariado, eu curtia um dia de praia e uma balada à noite, com a tranquilidade de que eu poderia fazer os programas turísticos em outro momento. Puro relax.

Não fiquei sozinha em nenhum momento. No meu tempo livre, quando não estava com hóspedes, fazia algo com as outras voluntárias Maria, Maite e Julieta. Como algumas já estavam há mais tempo que eu, sempre tinham aquelas dicas preciosas que só os locais sabem.

Como o meu trabalho envolvia animar os hóspedes, eu me divertia com eles. A festa da Coco Bongo é bem marcante para todos que vão. É uma experiência única mesmo (nossa, valia um outro artigo para explicar o porquê). Foi um dos momentos que me senti muito grata ao voluntariado por estar vivendo aquilo sem pagar os US$ 85 que se cobrava. Apenas por vender bem as festas. A maioria está buscando diversão, o lance é agrupar as pessoas e fazê-las reservar com o hostel, evitando que fossem separadas direto para a balada. Também ganhei uma manhã de Paddle Board. Valeu mesmo, Arturo (gerente geral do hostel)!

A agenda de atividades do hostel era fantástica. Todo dia tinha algo interessante e grátis. O que mais gostei foram as aulas de culinária, tipo ceviche mexicano e guacamole. Obviamente eu fiz todas!

Como ajudava a distribuir o jantar entre os hóspedes, podia observar o chef Roberto armando os pratos. A maioria era da cozinha mexicana e sempre que possível ele me explicava mais sobre eles. Foi uma experiência gourmet incrível.



Chamou atenção a preocupação em não deixar o hóspede ir embora com uma insatisfação. Todos os dias eu fazia uma pesquisa de opinião e quando alguém tinha alguma reclamação, procurava os gerentes Max e Gabi para tentar reparar ou compensar o hóspede o mais rápido possível. É algo que nunca vi ser aplicado em nenhum hostel ou mesmo hotel.

Por tudo isso, o voluntariado no Mezcal não é uma posição para pessoas tímidas: você terá obrigação de interagir e motivar as pessoas tooodo o tempo. Para isso tem que falar bem o inglês e o espanhol! Meu inglês estava até enferrujado e foi muito bom praticar assim tão intensamente. Posso dizer que voltei fluente após essa experiência. Também voltei cheia de histórias, amigos de todas as partes do mundo e fotos de lugares incríveis!



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Mirella

Soy brasilera y periodista. Ya viví en Buenos Aires, Madrid y Londres. Creo que viajar es la mejo...

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Ago 21, 2018


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