Havia um tempo que estava de olho na plataforma Worldpackers, já viajava olhando todos os locais possíveis antes mesmo de sair de casa. 

Até que, com as passagens já compradas, decidi aplicar para alguns hostels. A ideia inicial era ficar em Santiago, e depois de algumas tentativas sem sucesso, decidi tentar em cidades próximas.

Quando vi a foto do Hostel Maitencillo Norte fiquei encantada. Era uma casa de madeira, pertinho da praia, com várias avaliações positivas. Me pareceu o local perfeito e decidi aplicar. Ali começou a jornada que me levaria a uma experiência única e enriquecedora.

Após cinco dias incríveis conhecendo Santiago, na estação central peguei um ônibus para Maitencillo. A viagem foi repleta de paisagens incríveis e levou cerca de duas horas e meia até chegar ao meu destino.

Ao chegar, descobri que tinha pego um ônibus que me deixou um pouco longe do hostel e que deveria pegar outro ônibus ou ir caminhando por cerca de 20 minutos até lá. Eu decidi caminhar e esta definitivamente foi uma má escolha.

Dica 1: Verifique no Google a rota exata do ônibus que você vai pegar.

A estrada era de terra e eu estava com uma mala de rodinhas muito pesada. Mala de rodinha e areia não são uma boa combinação, então o que levaria 20 minutos, levou cerca de 45.

Dica 2: Você não precisa de uma mala grande, a gente é capaz de viver com muito pouco, acredite!

Ao chegar no hostel fui recebida por uma ex-voluntária que estava lá como hóspede dessa vez, me contou muitas coisas sobre o trabalho e o local (eu entendi cerca de 40% do que ela dizia) e me levou para conhecer a praia, que fica a cerca de cinco minutos dali.



Dica 3: se não conhece muito a língua, peça para “hablar despacio”, eles não se importarão.

Voltei para o hostel e conheci o anfitrião Álvaro e a Dona Ana, a senhora que cuida da limpeza. Ela me explicou muitas coisas sobre o trabalho, explicou como seria o dia a dia e como eu deveria fazer as coisas. Já o Álvaro me levou de volta à praia, ele foi muito querido desde o primeiro dia e se importava muito para que todos os voluntários desfrutassem da melhor experiência possível.

O trabalho começou no dia seguinte e foi fácil aprender o jeito que as coisas funcionavam por ali. A rotina de trabalho não era das mais leves, mas não durava mais do que quatro horas, o que era favorável para aproveitar o resto do dia conhecendo lugares novos ou apenas descansando na beira da praia.

A cidade é linda, tem uma vibração muito boa. Praia no Chile é muito diferente de praia no Brasil, já que lá é banhado pelo Oceano Pacífico, o que significa mar gelado e queda de temperatura à noite.

Dica 4: Leve roupas de frio mesmo sendo verão. Sério!

As praias são lindas, o pôr do sol é imperdível e a vida na cidade é muito diferente. Pelo menos pra mim, que moro em São Paulo, foi estranho entender aquele ritmo. As coisas são muito próximas, então você não perde muito tempo em transportes, os dias são longos, eu nem sabia que era possível fazer tanta coisa em um só dia. Ainda fico impressionada em pensar que dormíamos com a porta aberta, tranquilamente, sem preocupações com roubos ou algo do tipo.

A cidade é muito tranquila e agradável, o hostel é aconchegante, mas não há nada que se compare com as pessoas que pude conhecer. Tanto as outras voluntárias, o meu anfitrião, todos os amigos dele e também os amigos dos amigos, os hóspedes... a troca nesta experiência é o que mais vale a pena. Conheci histórias do mundo todo, saí de lá apaixonada pelo espanhol e os chilenos são extremamente solícitos e simpáticos.

Foi uma experiência que, mesmo com alguns perrengues, me trouxe muito aprendizado sobre o mundo e, principalmente, sobre mim.

Aprendi que posso sim sair da minha casa rumo a um país desconhecido mesmo não tendo uma carteira cheia de dinheiro, que há muitos lugares esperando para serem vistos e que sem sair de casa eu não poderei apreciar tudo isso, que a vida é de fato muito curta pra ficarmos esperando o momento certo para fazer algo, entendi que sou capaz de sair da minha zona de conforto. E olha... saber disso é libertador!

Dica final: Está em dúvida se deve ou não se arriscar em fazer uma viagem sendo worldpacker? Vá! Vá porque com certeza vai ser diferente de tudo o que você já viveu e você não será mais o mesmo.



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Ellen

Oiii, como vai, futuro viajante? Eu sou a Ellen, alguém que não demorou a perceber que viajar é t...

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Set 10, 2018


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