Boa noite galera, eu sou a Mariana Paranhos e estou aqui hoje com a Nathalia Generoso que, assim como outros viajantes, tinha vontade de viajar o mundo, mudar de vida, mas não tinha ideia de como juntar “tanto dinheiro”.

Este também é um questionamento seu? Você está preso(a) em uma vida que não queria estar? Com vontade de conhecer o mundo, novas culturas, novas pessoas, trabalhar em um hostel, participar de um projeto social ou ecológico?

Fique aqui então com a gente que a Natália vai explicar para vocês o que é a Worldpackers, como ela fez para realizar esse sonho de viajar o mundo ganhando acomodação e outros benefícios e o que essa experiência trouxe para a vida dela.

Nath, muito obrigada pela sua participação em mais um Podcast da Worldpackers. Alguns de vocês devem conhecer a Nathalia porque ela é super parceira nossa e sempre responde as dúvidas dos viajantes no nosso site, além de produzir alguns vídeos e outros conteúdos que inspiram as pessoas a viajar, né?

Nathalia Generoso: Oi Mari, eu que agradeço o convite, estou adorando participar de todos os conteúdos da Worldpackers!

Mariana: Primeiro queria que você contasse para gente como que era sua vida pré Worldpackers.

Nathalia Generoso: Eu sou de Araçatuba, interior de São Paulo. Eu já trabalhava em Home Office, trabalhava na minha casa, só que era muito parado. Eu estava sempre em casa, como eu trabalhava ali mesmo, né? Aí eu acabei começando a entrar em depressão, não tinha muita expectativa de alguma coisa. Fazia o meu trabalho alí no dia, terminava, ficava de boa, tinha poucos amigos. E aí, não sei, comecei a buscar alguma coisa que pudesse fazer minha vida mudar, porque daquele jeito que estava não dava para continuar mesmo.

Mariana: Entendi, e você trabalhava com o que? Qual foi o gatilho que te tirou dessa rotina e te fez viajar?

Nathalia Generoso: Eu trabalho com redes sociais, publicidade digital, crio conteúdo para páginas de empresas.

Então, minha mãe até falava: “Meu, você precisa fazer alguma coisa”, e aconteceu de aparecer uma promoção para Argentina, para ir em dois dias, por uma semana. Daí eu fui e foi lá que eu conheci a Worldpackers. Quando eu voltei já organizei minhas coisas e em menos de um mês eu fui.

Eu tinha medo de viajar como turista normal e acabar ficando com mais tempo ocioso ainda. Tudo bem que a gente está em um lugar novo e quer explorar, mas chega um momento que a gente cansa, né? Eu queria que essas viagens tivessem um propósito. Seja conhecer as pessoas, conhecer culturas, ajudar pessoas. Aí eu comecei a estudar as propostas da Worldpackers. Na época, não tinha tanto conteúdo como o que a gente está criando agora, né? Então eu acabava falando um pouco com pessoas que eu já conhecia para saber das diferenças, mas eu queria isso mesmo,eu queria alguma coisa que tivesse sentido, não simplesmente ir, viajar, fotografar os lugares, postar nas redes sociais e ficar por isso mesmo. Não, queria fazer parte, pertencer aos lugares que eu estivesse.

Mariana: E você falou que conheceu a Worldpackers na Argentina, né?

Nathalia Generoso: Isso, eu achei uma promoção muito boa, para ir dois dias depois. Foi a primeira vez que eu fiquei um hostel, mas eu fiquei pagando. Todos os funcionários eram voluntários, aí eu comecei a conversar e eles me explicaram como é que funcionava.

Tinha uma menina da Colômbia que estava lá há dois meses e eu falei:

“Cara, é isso que eu preciso, é isso que eu quero pra minha vida”. De lá mesmo eu já liguei para minha família e falei que conheci uma galera, que conheci um aplicativo. Ia organizar minha vida para ir.

Eu tive menos de um mês para me organizar porque já tinha uma viagem com amigos marcada para o Chile, de uma semana também. Aí eu já avisei eles, falei: “Meu, vou com vocês mas eu não volto, vou ficar pelo menos seis meses na estrada”. Todo mundo me achou louca, mas eu precisava respirar. “Aqui não é mais o meu lugar”, eu sentia isso a muito tempo e fui em busca de onde eu pertenço.

Mariana: É tudo parte de um processo, né? O que te chamou mais atenção na Worldpackers?

Nathalia Generoso: Sim, é sim. Na verdade, a primeira vez que eu entrei em contato foi no Chile, para onde eu ia, né? E foi um negócio daqueles que tinha pra ser, aconteceu naturalmente. Eu entrei em contato com dois hostels, eles eram os bem mais avaliados. Acho que me responderam no dia seguinte falaram que adorariam me receber, que tinham uma vaga na recepção, porque eu já tinha inglês, então seria bacana.

Eu cheguei lá, fiquei uma semana que eu já tinha pago com os meus amigos, depois juntei minhas coisas e fui pro hostel.

Mariana: Então não precisou de avaliação ou algum outro processo?

Nathalia Generoso: Eu mandei um texto bem completo para eles, contei que eu estava fazendo isso, que eu tinha interesse em ficar pelo menos um mês e acabei ficando dois. Eu falei que eu tinha o inglês, que eu estava disposta a fazer qualquer tarefa, que eu tava ali para fazer amigos e aprender mesmo. Acho que eles gostaram bem da minha proposta.

Mariana: É uma dúvida é muito comum da galera. O que precisa? É só fazer um cadastro, um perfil com as coisas que você gosta de fazer desde cozinhar, cuidar de animais. Muito amplo. O anfitrião precisa fazer uma seleção dele, né? Porque você não é o único que aplica, tem outros viajantes também. A partir disso ele vai falar “É essa pessoa que eu quero para a limpeza ou para a recepção do hostel, por exemplo”.

Nathalia Generoso: Acho muito importante essa parte de preencher o perfil, tem gente que eu conheço que não preenche. Com certeza essa pessoa vai ser bem difícil de ser escolhida, porque o anfitrião vai avaliar todo seu perfil. Quando é uma pessoa como eu, que já viajou bastante, tem até avaliação dos outros hostels, o que é bem interessante.

Aquilo ali é como se fosse o seu currículo, tem que ser tudo bem preenchido. Sempre que terminar uma viagem é bom atualizar. Quando eu terminei meu mochilão pela América do Sul, eu aprendi várias coisas novas. Uma delas, que é o principal, foi o espanhol. Aí eu já mudei a “língua espanhol” de iniciante para o “espanhol fluente”. Você aprende a fazer muitas coisas, várias coisas que pude acrescentar no meu perfil. Isso ajuda cada vez mais.

Mariana: A gente tem que sempre se colocar no lugar do anfitrião. No lugar dele, você ia preferir “contratar” uma pessoa que tenha 5 estrelas de avaliação ou uma pessoa que tenha nenhuma? Sabe, de uma pessoa que tem um perfil super completo, coloca foto e é simpática ou uma pessoa que coloca cinco palavras, não tem muitas informações? É meio que uma segurança deles também, né?

Nathalia Generoso: Claro, ele tem que ver que é uma pessoa pró-ativa, comunicativa, que escreve bem o que está propondo. Tudo isso.

Mariana: Nath, em média, quanto tempo durou até você se cadastrar no site e de fato viajar?

Nathalia Generoso: Foram 15 dias mais ou menos, porque foi quando eu cheguei da Argentina, baixei o aplicativo, paguei a taxa e aí comecei a buscar hostel. Quando eu tinha a data certa já, que era quando eu ia sair do hotel que eu ia ficar, comecei a aplicar. A viagem seria em menos de um mês e aí o pessoal me aceitou.

Mariana: Pra galera que tá escutando a gente aqui, se este Podcast está sendo útil para você de alguma forma, está clareando a mente, está te ajudando de alguma maneira, não esquece de seguir a gente no nosso canal da Worldpackers no SoundCloud ou no iTunes, como você preferir, e deixe lá um comentário, uma crítica, uma sugestão, uma pergunta, porque é muito importante para a gente ter essa avaliação.

Nath, o que você fazia nos lugares onde colaborou voluntariamente? Você falou que ficava na recepção, mas você deu aí outras viajadas aí, para outros lugares. Tinha alguma tarefa diferente da recepção que você fazia?

Nathalia Generoso: Nossa, eu fazia de tudo. No começo fiquei na recepção mesmo, nos outros hostels eu acabei ficando na limpeza também, fiquei na arrumação de quarto, de cama, de café da manhã, na preparação de refeições, na organização de festa e eventos, grupo para sair, para explorar. Fiz muita, muita coisa.

Mariana: E essas tarefas elas eram difíceis, complicadas, teve alguma coisa chata que você não gostava?

Nathalia Generoso: Na verdade, era muito divertido. Sempre foi muito divertido, qualquer fosse o lugar que me colocavam, sempre me diverti bastante. Acho que isso vai muito da pessoa, assim, tem que ir de coração aberto. Eu nunca tive nenhum problema, as tarefas sempre foram muito fáceis, até as de limpeza mesmo. A maioria dos hostels que eu fiquei para limpeza, quando eu terminava eu podia terminar meu turno e não precisava cumprir as horas que estavam propostas. Até preferia ficar na limpeza do que na recepção, por que na recepção, por exemplo, se são seis horas, você tem que ficar todas as seis horas. A limpeza, se você termina em três, você tá livre já. Então era bem bacana. E você tá sempre com mais gente, com outros voluntários, então é bem divertido, um ambiente muito gostoso. Estar em um hostel é uma vibração muito boa.

Mariana: Acaba ficando leve quando você tem outros voluntários, né? Geralmente são dois, no mínimo, até uns 5 em alguns lugares.

Nathalia Generoso: Neste primeiro que eu fiquei eram 12. Uma galera!

Mariana: Nossa, eu acho que a intenção é exatamente essa, ir de coração aberto mesmo e querer aprender. Eu nunca tinha limpado banheiro assim na minha vida, eu fazia as coisas de casa, mas é diferente. Eu também fiz voluntário em limpeza de hostel e você tem que tornar aquilo divertido. Sabe, tem que trocar com os outros voluntários, seja limpeza, café da manhã, jardinagens, realmente, tem que fazer uma coisa leve e natural. Se não, não vai rolar.

Nathalia Generoso: Uma vez me colocaram para limpar uma janela. Pensei” nossa, meio pesado, né, esse trabalho”, mas não foi, foi bem bacana. A gente colocou música, dançava, parecia filme, sabe?

Mariana: E quantas horas por dia você ajudava nos lugares que você ficou em média?

Nathalia Generoso: Então, cada hostel varia, né? Mas em média cinco horas, alguns são seis, com dois dias livres, um dia livre. Varia de hostel para hostel, mas basicamente é isso, não são muitas horas não, é bem tranquilo. Os horários variam também. Turno de manhã, de tarde ou durante a noite. 

Mariana: E você conseguia fazer alguma coisa nestes dias livres?

Nathalia Generoso: Dava super! Eu aproveitava para conhecer a cidade nos horários livres. Normalmente os dois dias livres são juntos e você pode conhecer alguma cidade vizinha. Sempre dava pra conversar.

Mariana: No meu voluntariado que eu fiz na Holanda, eu queria ir pra Bélgica, e eu queria ir em pelo menos três dias, o que normalmente a gente não tem, né? Ir na segunda-feira e aí, por exemplo, voltar na quinta. E aí você conversa obviamente com o dono, fala se você pode trocar ou até com algum outro voluntário. Dá super certo, vocês trocam os dias e aí aproveita para viajar, conhecer um lugar novo.

Nathalia Generoso: Eu geralmente nem com o dono do hostel eu falava, ele falava que se precisasse fazer alguma alteração, podia conversar com qualquer outro voluntário e a gente se acertar mesmo, sabe, não tinha crise não. É que não é um trabalho né? É uma troca.

Mariana: E para quais países você já viajou? Você conseguia mudar seu destino?

Nathalia Generoso: Dava sim, porque eu sempre buscava o próximo destino 15 dias antes, então eu chegava no hostel e tinha tempo pra planejar o próximo lugar. Eu tinha uma idéia, queria ir subindo a América do Sul. Comecei pelo Chile, passei pelo Peru, Equador e pela Colômbia. Quando cheguei na Colômbia decidi que ia pro México também. Sempre assim, decidindo de 15 a 20 dias antes pra onde eu ia.

“Quero ir para Cidade do México”, mandava mensagem pro hostel, quando era aceito comprava a passagem e aí ia. Sem crise, sem problema nenhum. Eu fui pra Colômbia para ficar um mês e voltar para o Brasil, mas acabei ficando seis meses na Colômbia. Viajei ali dentro um pouco, Cali, Cartagena, Medellín e Bogotá. Com uma dor no coração arrumei tudo e fui pro México. Eu tinha que renovar o meu visto pra Colômbia, aí comprei uma passagem pro México que era mais barato que pro Brasil. Seguir viajando saía mais barato que voltar.

Mariana: Na sua visão, qual a diferença entre a Worldpackers e outras agências de intercâmbio?

Nathalia Generoso: O primeiro de tudo é o custo. Me perguntaram sobre a taxa, acharam alta, mas eu viajei por 10 meses, cara, você imagina o tanto que eu economizei não tendo que pagar hospedagem? Eu jamais poderia fazer uma viagem dessa se eu tivesse que pagar. Agora eu já estou com anfitriões confirmados para próximos destinos que eu vou daqui duas semanas e eu com certeza não poderia pagar essa viagem se eu tivesse que pagar hospedagem.

Segundo, a plataforma dá um suporte sensacional, eu nunca fiz intercâmbio porque sai caríssimo, você tem que pagar daqui, escola, passagem, agência e ter tudo certinho. Nunca foi uma forma de viagem que me interessou. Eu jamais faria, ainda mais depois de conhecer a Worldpackers, que dá esse suporte.

Mariana: A galera não entende o por que pagar a taxa e quais são os benefícios por 49 dólares, dá uma dorzinha. Mas é um benefício de um ano inteiro que você tem para usar quantas vezes você quiser. A taxa é para um ano, não para cada viagem. Sem falar nos benefícios de trabalhar em outra cidade, conhecer a cultura local, viver como uma pessoa alí. Se não ficou satisfeito com alguma coisa, a gente tem inbox, telefone, email. Então, quando algo não tá certo, faremos o máximo possível para ajudar, além do seguro, que dá três dias de hospedagem em hostel caso algo saia errado.

Nathalia Generoso: Não é só um app que você viaja e te esquecem. Acho que a proposta desde o início da Worldpackers era justamente fazer mais pessoas viajarem promovendo boas experiências e segurança.

Mariana: Sempre vai ter algum benefício além da acomodação, seja uma refeição, bicicleta, prancha de surfe dependendo de onde você for. Já para sair com amigos, comprar algo, isso é por sua conta. Como você fez com a grana?

Nathalia Generoso: Bem por cima, eu gastei em média 5 mil reais para 10 meses, o que eu acho totalmente aceitável. Porém, o dinheiro que eu tinha era de emergência para uma passagem de retorno para o Brasil, caso precisasse. O que eu gastava no mês era do meu trabalho que eu ganhava, como eu trabalhava Home Office, recebia pela minha conta e então eu podia sacar no país que eu estivesse. Eu trabalhava no hostel e com publicidade.

No Chile, por exemplo, eu vendia tours e vivia com esse dinheiro. No começo foi mais apertado, até eu conseguir me organizar, por estar doida pra sair, explorar o lugar e ter que ficar trabalhando. No meu caso, com redes sociais, eu trabalhava mais a noite porque eu não abri mão de sair e passear. Depois organizei, fazia conteúdo para mais dias e passava às vezes uma semana sem precisar ligar o computador.

Mariana: Sobre as pessoas que você foi conhecendo no caminho, como é hoje a relação com elas?

Nathalia Generoso: Então, as melhores pessoas! No Chile, a maioria dos voluntários eram brasileiros. Foi aquela afinidade na hora e seguimos em contato, no whatsapp, levo elas no meu coração. No caminho também tive até um namoradinho. Faz parte. São pessoas que literalmente mudaram minha vida e eu pude agregar algo na vida delas. É uma troca muito boa que fica bem marcada.

Mariana: A coisa melhor que eu tirei na minha experiência de voluntariado foram as pessoas que eu cruzei. Todos na mesma vibe, de aprender uma coisa nova. Acho que você acaba atraindo quem é parecido com você

Nathalia Generoso: Você atrai as pessoas que são semelhantes, é muito natural. Tem gente que tem preconceito com hostel, mas eu nunca tive nenhum tipo de problema em dez meses. Eu tive medo quando eu fui pra Argentina, mas é ir com o coração aberto e disposto a ter essa troca.

Mariana: E qual a maior lição que você pode falar pra gente que você tirou dessas viagens?

Nathalia Generoso: Uma coisa que eu falo sempre é que estamos tão presos na vida que temos, de escutar notícia ruim, opinião de pessoas que não tem coragem de fazer a mesma coisa, que a gente acredita que o mundo é um lugar muito feio. Na verdade não, essa viagem me ajudou a mostrar que na verdade a maioria das pessoas são muito boas e dispostas a te ajudar, oferecer o melhor do país delas, a tirar suas dúvidas, te ajudar em geral.

“É importante esse tipo de viagem para que a gente possa mudar esse olhar do mundo.”

A Colômbia, por exemplo, era um dos lugares que eu mais tinha medo, por ver história de cartel de droga, de tráfico. Quando eu cheguei lá não era nada disso, as pessoas eram incríveis, as melhores pessoas. Tanto que eu acabei ficando seis meses e eu tô doente para voltar correndo. Não era nada do que eu imaginava. É muito bom a gente se surpreender positivamente com as pessoas. Descobrir pelos seus próprios olhos que o mundo é muito maravilhoso.

Mariana: Então é isso Nath, muito, muito obrigada por todas as dicas que você deixou com a gente aqui hoje, tenho certeza que ajudou e clareou. Não é só sobre como viajar pela Worldpackers, você consegue inspirar as pessoas! Isso é muito especial pra gente.

Nathalia Generoso: Eu que agradeço! Espero ter tocado o coraçãozinho do pessoal. Eu gostaria muito que o mundo fosse um lugar com mais viajantes, gente leve, uma vida tranquila e de troca, não só essa correria louca.

Mariana: Obrigada! Um beijo! Espero que vocês tenham gostado. Mandem suas sugestões de tema e comentem no nosso canal no SoundCloud e ITunes. Tchau, tchau! 


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Nathalia

Eu viajo. É disso que eu vivo e eu vivo para isso. Não posso imaginar minha vida de outro jeito ...

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Nov 07, 2018


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